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BRASIL, Sudeste, NOVA IGUACU, MORRO AGUDO, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, Italian, Sexo, Tabacaria, Rock n' roll
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Meu título sou eu

Nas minhas palavras sem valor pra ninguém, está tudo que eu posso ser. Estar numa mesa, bagunçada e apenas uma luz iluminar minhas mãos, mas quem saberá disso? Ninguém lerá o que eu escrevo, meus contos, minhas músicas, minha poesia pobre, meus gestos suaves, meu cabelo lavado, minha voz sussurrada e a noite sozinha que trabalha, pois nem música que me inspire eu consigo ter. Quando olhei a lua bela pela janela, tão redonda e brilhante, não havia quem soubesse que eu estava ali, nem quando dormi no sofá da sala quase de manhã, nem quando caí da escada quando a casa, ainda vazia, me fazia vagar sem ter o que fazer. Tirei um tempo pra mim, mas parece que o tempo agora me escolheu pra mostrar do que ele é capaz e eu tenho medo. É, tenho medo, mas ninguém sabe disso e mesmo que soubesse, não daria importância. Não que eu queira ser importante pra alguém, isso não faz diferença, ou melhor, faz, mas não da maneira como as pessoas costumam ver. Senti o relógio correr pra trás, como um filme que não quer passar e as minhas letras, mesmo sem leitor, são tudo que tenho para oferecer. Escrevo com simplicidade, pois nessa modéstia se esconde a perfeição e não também que eu consiga ser, mas é nessa linha que procuro praticar. Procuro as palavras mais comuns, as complexas embaralham nossa mente e tiram o dinâmico e instantâneo, que é a emoção da surpresa que a leitura pode proporcionar, não que eu espere ser lida e admirada, apenas, quem sabe, compreendida. Poderia escrever sobre dança, comida, física, artes, bossa nova, computador, jogo de botão, casamento arranjado, micose de pé, português errado, mas creio não ser qualificada, então escrevo de mim, sobre mim, para mim; das coisas que fiz, das coisas que acho, da música que ouvi, da escada que caí, do amor que eu perdi, mas isso infelizmente não é interessante pra ninguém.



- Postado por: Gabi Paulanti às 02h36
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Ao mestre

"Pai, meu pai, meu pai do céu, eu quase me esqueci, me esqueci, que o seu amor vela por mim, vela por mim, que seja feito assim..."

Deus sabe o que faz...



- Postado por: Gabi Paulanti às 01h33
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Final feliz...

Talvez eu tivesse a ilusão do príncipe encantado, que faria eu me transformar na mais bela princesa, me levaria pro seu castelo e viveríamos a mais bela história de amor. Falando em amor, não é aquele que faz a gente largar tudo, sair correndo no meio da noite, fazer o errado virar certo e tranformar a vida da gente num sonho encantado? Vivo em meio a palavras e estas me faltam quando é necessário, quando eu realmente preciso explicar alguma coisa a alguém. Eu acho que devo ser um tola em ainda persistir no sonho, em achar que o meu príncipe virá me buscar, mas eu creio que essas histórias só podem ter sido criadas por alguém que viveu esse encanto, sentiu a cabeça quente, as pernas bambas, o olho queimar, aquela vontade de tornar tudo especial, o medo de fazer alguma coisa errada e a dor da saudade. Creio ainda que histórias de amor são reais e possíveis, mesmo que tudo no mundo nesse momento me diga que não passa de ilusão e que o amor tem que ser esquecido. Que força é essa que faz a gente cometar as maiores insanidades, que faz uma rélis música se transformar em amoção sem fim e que muda a vida de alguém para sempre?
Talvez eu não devesse esperar o príncipe, afinal de contas, não sou uma princesa, mas quem sabe uma simples fada cheia de defeitos ainda pode ter o seu final feliz...



- Postado por: Gabi Paulanti às 12h43
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